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A Fonte de Césio 137

O césio 137 é um isótopo radioativo com meia-vida de 30 anos, produzido artificialmente pela fissão do urânio ou plutônio, se desintegra formando o isótopo Ba-137 m (m = metaestável, isto é, excitado), emitindo radiações beta e o isótopo de bário emite raios gama no processo de desexcitação. Esses raios, altamente penetrantes, permitem que o césio 137 seja facilmente observável por meio de detectores de radiação. Na forma de pastilhas utilizadas pela Medicina Nuclear não emanam vapores nem gases.

Segundo a CNEN, a fonte de césio tinha 28 gramas, forma cilíndrica, com 3,63 cm de diâmetro por 3,0 cm de altura, encapsulada em aço inox, tendo uma das faces com janela de irídio. O cloreto de césio estava associado a um aglutinante desconhecido perfazendo um total de 98 gramas. A atividade inicial desta fonte, proveniente da Itália, que chegou aqui em 1971 era de 2.000 Curies e em setembro de 1987 tinha 1.370 Curies.

90% do conteúdo total da fonte de césio 137, i.e., 17 g, foram efetivamente liberados.

A bomba de césio é um recipiente que encerra a cápsula de cloreto de césio e constitui-se essencialmente de uma blindagem de chumbo e aço, que impede os raios gama de escaparem para o exterior.

Para usá-la, gira-se em 180º um disco instalado dentro da peça e em cuja borda está presa a cápsula. Uma espécie de janela de aço permite a passagem da radiação gama de 662 keV, detendo a beta. No interior da cápsula de césio, a nuvem de elétrons que circunda o núcleo também entra em excitação quando é atingida pela passagem da radiação gama. Para voltar ao estado de equilíbrio, libera essa energia adicional sob a forma de fótons.

O césio 137 emite luz, brilha, o que é mais perceptível no escuro. Foi esse brilho que fascinou Devair e seus companheiros e a curiosidade despertada por esse brilho levou à abertura da cápsula a marretadas, liberando assim o césio em pó.