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Praia de Itaorna - Angra dos Reis - Rio de Janeiro
Leia também A História da Energia Nuclear, Energia, Aplicações da Energia Nuclear e Radioatividade da CNEN.
A Era Nuclear Brasileira |
| A pesquisa científica nuclear no Brasil data de 1934, com a entrada de cientistas estrangeiros na Universidade de São Paulo que formaram os primeiros físicos voltados para a constituição básica da matéria. No decorrer dos anos surgiram pesquisas em São Paulo e no Distrito Federal (Guanabara) e vários estudantes brasileiros foram se especializar no exterior e por sua vez criaram centros de pesquisas nacionais. |
| No início da década de 40, antes da primeira bomba nuclear ser detonada, os EUA, que já faziam pesquisas na área nuclear visando objetivos militares, firmaram o primeiro programa para prospecção de recursos minerais brasileiros. Este programa resultou em diversos acordos (Em 21.05.1942 o decreto-lei 4.323 aprovou o acordo de fornecimento de materiais de defesa entre o Brasil e os EUA.), firmados na mesma década e na seguinte, chegando o Brasil a trocar, em 1954, 10.000 t de minerais radioativos brutos (monazita e terras raras) por 100.000 t de trigo. |
| No final dos anos 40 o Brasil era representado na Comissão de Energia Atômica da ONU pelo almirante Álvaro Alberto, muito mais identificado com a ciência do que com a Marinha, professor da Escola Naval. |
| O Brasil com enormes reservas de tório em seu território via-se como candidato a esta ciência e procuraria dominar a tecnologia de água pesada e urânio natural e evitar a ameaça de perder a posse efetiva de matérias-primas. |
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Convencido disto, o presidente
Dutra nomeou uma Comissão de Professores para elaborar um projeto que
criasse um órgão de aparelhamento tecnológico e científico. Este esforço
deu origem ao Conselho Nacional de Pesquisas-CNPq através da Lei n°
1.310 de 15.01.1951. Este Conselho
fomentava a pesquisa e concedia bolsas de estudo e teve o almirante Álvaro
Alberto como seu primeiro presidente.
Em 31.08.1956, o Conselho de Segurança Nacional recomendou a criação de uma Comissão Nacional de Energia Nuclear para estudar uma política de energia mais adequada ao interesse e segurança nacionais que abrangesse todas as fases e aspectos. |
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A instalação de uma usina com urânio enriquecido foi incluída no Plano de Metas do presidente Juscelino Kubitschek para atender às diretrizes propostas. No governo Jânio a opção era por urânio natural (reator CANDU), idéia que ficou até o golpe de 1964. João Goulart enviou técnicos para a França e engenheiros franceses vieram ao Brasil. Com o golpe o programa de intercâmbio foi cancelado. Entre 1955 e 1958 o Clube de Engenharia-RJ realizou conferências sobre o assunto, e como de costume, não havia unanimidade sobre o assunto. O assunto foi estudado pela empresa American & Foreign Power em 1956, representada no País pela CBEE-Companhia Brasileira de Energia Elétrica, que tinha um projeto de uma unidade de 10 MW a ser localizada na região Norte do Rio de Janeiro (Cabo Frio), que desistiu ao constatar que o kilowatt teria um custo de US$ 2.000, a preços da época. Pensava-se em ter uma usina nuclear próxima à área industrial de Porto Alegre com 60 MW e também uma unidade de 50 MW para o Nordeste. No Polígono das Secas, próximo a Fortaleza, uma unidade para produzir 150 MW de energia elétrica e dessalinizar 300.000 m3 de água do mar. A introdução no sistema Sul-Sudeste se daria até 1980 e alcançaria a marca de 81 GW nucleares, 50 % da capacidade prevista em 2000. |
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