Bactéria Imune à Radiação Retorna para o Índice

Bactérias Imunes à Radiação

Cientistas americanos conseguiram mapear o código genético de uma bactéria que é totalmente imune à radiação. Apelidada de "Incrível Hulk" pelos pesquisadores devido à sua alta resistência, a Deinococcus radiodurans ainda tem propriedades desconhecidas.

A Deinococcus foi isolada em 1956 de um pedaço de carne que havia sido esterilizado com uma exposição elevadíssima à radiação. A radiação causa mutações genéticas e é extremamente perigosa porque pode destruir a cadeia de DNA.

A bactéria conseguiu manter seus filamentos apesar de todas as interferências, graças a um número maior de enzimas que reparam danos sofridos pelo DNA. A Deinococcus vai além, ela impede que os genes danificados sejam incorporados ao genoma, mantendo-o livre de mutação.

A Deinococcus tem quatro cópias de seu genoma em cada célula. Quando um filamento duplo ameaça quebrar as enzimas entram em ação fazendo com que outra cópia repare o dano. por que isto ocorre ainda é um mistério. Os cientistas acreditam que tal característica tenha se desenvolvido para ela se defender das condições extremamente secas em que vive, condições estas que são similares aos efeitos da radiação sobre o DNA.

O incrível Hulk ganhou novos poderes graças a engenharia genética e se tornou tão resistente que pode devorar qualquer tipo de rejeito nuclear, de metais até comida contaminada. Pesquisadores americanos anunciaram ter conseguido modificar geneticamente a bactéria e feito com que pudesse degradar até metais pesados.

Num artigo publicado na revista "Nature Biotechnology" Michael Daly e seus colegas, da Uniformed Services University, em Bethesda, nos EUA, disseram que ainda não é possível usar a bactéria para descontaminação porque ainda é preciso aperfeiçoar os meios de controlar a bactéria. Ela não é nociva ao homem, mas pode ser ineficiente se for liberada de forma incorreta.

Os cientistas conseguiram desenvolver quatro linhagens transgênicas da bactéria, todas capazes de degradar mercúrio.

Segundo um artigo da revista "Science" (dez.2003), cientistas do Instituto de Pesquisa Genômica e da Universidade de Massachusetts decifraram o código genético de uma bactéria do grupo geobacter. O DNA da bactéria tem mais de cem genes que metabolizam urânio. A bactéria é capaz de consumir o urânio dissolvido em água e transformá-lo em material sólido, removível com mais facilidade, podendo ser utilizado para limpar áreas contaminadas. A descoberta da Geobacter sulfurreducens ocorreu quando os pesquisadores analisavam amostras de água contaminada por óleo. Após testes em laboratório foi verificado que elas podiam se alimentar de urânio,  além de outros metais como cromo. A decifração do genoma é importante por descobrir como microorganismos conseguem sobreviver a metais radioativos e ainda transfromá-los.

Queda de Cabelo

Ratos tratados com um inibidor da enzima CDK2 (Cyclin Dependent Kynase 2), que controla os mecanismos do ciclo celular, tem fornecido indícios que poder-se-á evitar a queda capilar (alopecia) após o tratamento quimioterápico com substâncias radioativas, assim como náuseas e vômitos.

Os cabelos cáem porque as drogas usadas agem sobre as células com maior atividade celular, no caso, as células do tumor e os folículos capilares. A substância preveniu até 50% da queda de pelos em cerca da metade dos animais estudados.

O inibidor ainda é testada quanto aos seus possíveis efeitos colaterais. O estudo tem sido efetuado pelo laboratório Glaxo Wellcome e foi noticiado na revista "Science".