Brilho Mágico e Letal

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Brilho Mágico
e Letal

Ilustrado por Mariozan

Roberto dos Santos fica sabendo que havia uma
peça de chumbo- de muito valor - nas antigas
dependências do Instituto
de Radioterapia, na
Av. Paranaíba

Com a ajuda do amigo
Wagner Mota, Roberto
consegue remover partes
da peça no dia 13 de
setembro. Os dois levam-na
em um carrinho de mão
para a Rua 57, Centro

Devair Alves Ferreira
compra a peça no dia 18
de setembro. Na mesma tarde dois funcionários
levam o material para o
ferro-velho, onde é aberto.

À noite, Devair se encanta
com o intenso brilho azul
daquele pó e imagina que
poderá ganhar muito
dinheiro ou que está diante
de algo sobrenatural

Admirado, leva o
material para casa.
No dias 19, 20 e 21,
amigos e vizinhos
são convidados a
ver o brilho.

Devair distribui porções do
pó entre familiares Ivo Alves,
irmão de Devair, carrega
uma porção no bolso da
calça. Algumas pessoas
passam o produto no corpo
e brincam com aquele brilho,
como se fosse uma festa

Todas as pessoas que
tiveram contato com o césio
137 passam mal. Roberto e
Wagner apresentam sintomas
de contaminação radioativa
(tonteiras, náuseas e vômitos)
na noite do dia 13. Devair e
Gabriela sentem-se mal no
dia 19 de setembro. Maria
Gabriela apresenta sinais
de piora no dia 21 e, como
Wagner Mota, procura
atendimento no Hospital
São Lucas

Em casa, Ivo põe
fragmentos do pó
sobre a mesa. Sua
filha Leide, de 6 anos,
manuseia o material
radioativo durante
a refeição, ingerindo
fragmentos de césio

Gabriela suspeita que a peça
seja a causa do mal-estar.
Com ajuda de funcionários
do ferro-velho, vai de ônibus
à Vigilância Sanitária
levar o material suspeito

As vítimas são levadas para
o HDT. A Secretaria da Saúde
é comunicada da existência
da estranha peçal. O físico
Walter Mendes confirma que
o material é radioativo.

A área da Vigilância é
isolada. Devair e seus
familiares são convencidos a
deixar suas casas. As vítimas
são monitoradas no Estádio
Olímpico. A CNEN é avisada