Angra
II
|
| Em 1999, terminada a
montagem, com indice de 30% de nacionalização,
começaram os testes de comissionamento da unidade II e o
trabalho de convencimento da opinião pública. Quando um sistema era concluído,
era avaliado e testado por técnicos
estrangeiros e brasileiros, enquanto seus operadores
estavam sendo avaliados pela CNEN. |
| Normalmente o pessoal de
operação de Angra I é levado para serem avaliados nos
EUA (Ginna) ou Espanha (Tecnatom) em um simulador
idêntico às características de controle da usina. Os
operadores de Angra II contam desde 1985 com um simulador
da unidade II na praia de Mambucaba, que tem gerado
recursos próprios com a venda de serviços para
operadores de usinas idênticas à Angra II da Alemanha,
Suiça, Espanha e também Argentina. |
| Nos piores anos de Angra
I, dizia-se que o simulador para aquela unidade estava
situado na própria sala de controle de Angra I. Não se
precisava ir lá fora para fazer testes de emergência e
segurança, segundo a piada que se contava. Em setembro
de 2001, a ELETRONUCLEAR resolveu contratar serviços
para montar também um simulador para a unidade I. |
Partida
|
| Em 30.03.2000, a CNEN
concedeu a Autorização de Operação Inicial, com isto
a ELETRONUCLEAR iniciou o carregamento do núcleo com o
combustível nuclear, passando para o status de
instalação nuclear. Às 09:34 do dia 02.04.2000, após
3 dias, o reator de Angra II foi finalmente carregado com
os 193 elementos combustíveis. |
| Às 22:16 do dia 21.07.
2000, Angra II foi sincronizada, pela primeira vez,
na rede elétrica. Começou com potência de 150 MW,
atingindo 270 MW. O reator havia entrado em criticalidade
às 23:50 do dia 14.07.2000. Angra II encontrava-se em
testes e durante essa fase dependia de mais duas
autorizações da CNEN, até atingir 100% de sua
capacidade. Desde 18 de agosto de 2000 Angra II tinha
autorização da CNEN para realizar os testes até a
potência de 80%. Em 28.08.2000 atingiu 80% de carga. |
| Em 26.09.2000 a CNEN
autorizou a subida de carga para 100%. Às 14:30 de
28 de setembro com 98% da capacidade, seu gerador
produzia 1.350 MW, potência acima da esperada
(1.309 MW). O teste de aumento de potência, que aconteceu em setembro de 2002 demonstrou que Angra II pode atingir uma potência de 1.436 MWe.
A central é uma das tábuas de
salvação com que
o país conta para enfrentar a demanda de energia
elétrica no momento em que o governo diz temer o
"blackout". Em 17.10.2001 atingiu 1.374 MW. |
| Até fins de dezembro de
2000 a unidade esteve em pré-operação (try-operation)
e já apresentou algumas falhas operacionais, implicando
na sua retirada do sistema. Mas com Angra II aumentaram as
preocupações quanto ao Plano de
Emergência e a destinação dos rejeitos radioativos. |
| Angra II foi sincronizada
no sistema elétrico às 9h 06 min do dia 21 de janeiro
de 2001, adiantando-se ao cronograma previsto para o dia
23, para a instalação de um novo transformador,
danificado em outubro de 2000. Num horizonte de escassez
energética, a contribuição de Angra II foi
significativa e deu força à construção da unidade III. Angra II poderá funcionar até
2040, podendo ser estendida até 2060. Construída com
tecnologia alemã, Angra II custou cerca de R$ 12
bilhões. Pelos cálculos de especialistas do setor vale
R$ 2,5 bilhões. Concorreu como a unidade
termonuclear com a mais alta performance mundial no ano
de 2001. |
| Veja Angra II. |