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Acidente em Three Mile Island |
| EUA registram vazamento em reator nuclear |
| 28/03/1979 A usina nuclear de Three Mile Island, na Pensilvânia, corre o risco de derretimento, o mais grave tipo de acidente nuclear. A ameaça provém de uma bolha de vapor existente dentro do reator, que pode aumentar de tamanho à medida que as pressões internas forem relaxadas, deixando o núcleo sem a água vital para seu resfriamento. Nuvens de partículas radioativas já escaparam do reator para a atmosfera, mas os técnicos em radioatividade afirmam que o risco de contaminação ainda é pequeno. Jornal do Brasil |
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Em 28.03.1979, próximo a Harrisburg, na Pensilvânia, aconteceu o pior acidente nuclear dos Estados Unidos com o reator da unidade 2 de 900 MW PWR da Usina Nuclear de Three Mile Island, meses após o começo de sua operação comercial que se deu em 30.10.1978. O acidente foi causado por falha de equipamento e erro operacional em avaliar-se as condições do reator. A falha de equipamento causou uma perda gradual de água de resfriamento no núcleo do reator, o que resultou em fusão parcial das varetas de elemento-combustível e urânio e na liberação de material radioativo. Não houve vítimas, nem mortes. |
Devido a este acontecimento foi criado o Institute of Nuclear Power Operations destinado a promover a excelência no treinamento, gerenciamento e operação.
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O acidente começou às 04:00 do dia 28 de março, quando as bombas de água de alimentação do gerador de vapor (circuito secundário) sofreram uma falha tanto mecânica e elétrica. Neste momento, aconteceu o desarme da turbina e do gerador. Isto fez com que a temperatura e pressão do reator (circuito primário) aumentasse. Antes que o sistema de proteção entrasse em funcionamento, desarmando o reator, uma válvula de segurança localizada no pressurizador do sistema primário entrou em operação.
Após a atuação desta válvula de segurança é que o reator foi desligado. O reator começou a perder pressão com a abertura da válvula. No entanto, a válvula de segurança não fechou totalmente, e a pressão continuava a baixar provocando mais perda de água de resfriamento. Esta perda excessiva de água de resfriamento fez com que a temperatura no núcleo do reator aumentasse acima da temperatura normal de operação.
Neste ponto, os operadores avaliaram incorretamente o problema. Concluíram que a válvula de segurança estava fechada, devido a erro na sinalização no painel de operação e que o reator estava em sobrepressão.
Uma manutenção ocorrida 48 horas antes neste sistema havia deixado uma válvula incorretamente fechada, impedindo o sistema de funcionar e manter um fluxo de água no sistema secundário. Sendo que isto só foi desfeito 8 minutos depois de acontecido o acidente.
A água evaporada no circuito primário com a abertura da válvula de segurança não foi reposta no sistema e com a queda de pressão a água que havia no sistema começou também a vaporizar.
A pressão continuou a cair e grandes bolhas de vapor se formaram e impediram a eficiência do resfriamento com a água remanescente no sistema. Estas bolhas no sistema mantiveram o pressurizador cheio de água. O indicador de nível do pressurizador na sala de controle indicava ao operador que o sistema estava cheio de água. Assim, o operador desligou a bomba que adicionava água neste sistema.
A temperatura no núcleo do reator ultrapassou o ponto de fusão do urânio e do material onde estavam as varetas. Os elementos começaram a oxidar-se liberando hidrogênio e acentuando o aquecimento. A tubulação do sistema primário se rompeu e aproximadamente 2,5 milhões de litros de água radioativa vazaram dentro do prédio do reator.
Para controlar a quantidade excessiva de água que vazou do sistema de resfriamento do reator, 1,5 milhão de litros de água foram lançados no rio Susquehanna. Além disto, gases radioativos liberados através da válvula de segurança atingiram a atmosfera e alguns elementos radioativos passaram através das paredes de mais de 1 m de espessura da usina.
Uma grande bolha de hidrogênio se formou no núcleo do reator. Caso explodisse, toda a usina seria completamente destruída e grandes quantidades de materiais radioativos seriam liberados para o meio ambiente.
Apesar disto, o presidente Carter visitou o reator e declarou que o acidente estava sob controle em 1° de abril. Em 3 de abril, conseguiu-se desfazer esta bolha de hidrogênio e o reator começou a resfriar.
Para assegurar a segurança da população mais suscetível à radiação, o governador recomendou a evacuação de todas as mulheres grávidas e crianças com idade pré-escolar em 30 de março. Os demais deveriam permanecer no interior de suas casas.
A limpeza da área do acidente durou até 1993. Em 28 de dezembro de 1993 foi colocada sob armazenagem monitorada. Enquanto isto, a unidade 1 permanece em operação e ambos os reatores serão descomissionados a partir de maio de 2008.